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O Significado da Palavra “Meditação”

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Mudar de modo positivo requer disciplina, esforço e paciência. A palavra “meditação” em tibetano (gom) vem da mesma raiz que o verbo “familiarizar-se” ou “aclimatar-se”. Utilizando vários métodos, nós nos familiarizamos com outros modos de ser.

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 3, Ed. Makara.

Recebendo as bênçãos do lama…

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“A prática espiritual é um processo de transformação interior. Para nos tornarmos iluminados, precisamos manter um inabalável reconhecimento da natureza da mente. A relação entre o lama e o aluno proporciona os meios mais rápidos para isso. Se apenas a graça fosse suficiente, todos os seres já estariam liberados, porque nenhum ser iluminado iria, por vontade própria, deixar quem quer que seja em um estado de sofrimento. Da mesma maneira que precisamos nos expor ao sol para receber o benefício de seu calor e luz, precisamos nos tornar receptivos às bênçãos do lama pelo nosso próprio esforço. Quando esse esforço e as bênçãos do lama se encontram, surgem benefícios infalíveis.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 21, Ed. Makara.

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“Com a mesma certeza que a semente de uma planta venenosa produz frutos venenosos, ou uma planta medicinal cura, as ações maléficas produzem sofrimento, e as ações benéficas, felicidade.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, Ed. Makara.

Oferenda de lamparinas para o parinirvana de Chagdud Tulku Rinpoche

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A última exalação de Chagdud Tulku Rinpoche dissolveu-se no espaço no início da manhã do dia 17 de novembro de 2002.

Mais uma vez, honramos sua compaixão, sabedoria e o poder da sua orientação à sangha, oferecendo mais de 2000 lamparinas na noite de 16 de novembro de 2019.

A radiância ardente das lamparinas derrete nosso pesar e a sensação de separação e, momentaneamente, nos unimos a todos aqueles que perdemos no jogo ilusório da morte.

A oferenda de lamparinas ocorrerá durante o retiro de Powa, conduzido por Chagdud Khadro, no Khadro Ling.

Mais informações, clique aqui.

A natureza búdica de todos os seres…

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“A base do ser é a essência da mente, a natureza búdica. Todos os seres, quer grandes ou pequenos, têm essa natureza fundamental, essa pureza essencial. Como o ouro incrustado no minério, a verdade da nossa natureza, embora seja uma pureza sem princípio ou fim, não é óbvia para nós, mas pode ser revelada por meio da prática, da mesma forma que o refinamento revela o ouro que existe de forma inerente no minério.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 16.

Pergunta e Resposta

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PERGUNTA: O que torna possível a transformação da mente é a bênção da deidade ou a nossa devoção sincera?

RESPOSTA: Ambas são necessárias; não se pode ter uma sem a outra. Do nosso próprio ponto de vista, a fé e a devoção são o mais importante, porque nos inspiram a rezar e a invocar as bênçãos da deidade, que é a fonte e o objeto da nossa fé. Isso nos possibilita receber as bênçãos que transformam a nossa mente. Dessa maneira, podemos atingir o objeto último da nossa prática espiritual: a completa realização da nossa verdadeira natureza para que possamos beneficiar incessantemente todos os seres.

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 18.

Somos sonhadores…

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“Somos sonhadores e vivemos os sonhos curtos da noite dentro deste sonho longo da vida, dentro do sonho ainda mais longo do vir-a-ser do samsara. Foi-nos ensinado que as experiências do nosso cotidiano são reais e verdadeiras, e é isso o que supomos; portanto, quando alguma coisa difícil acontece, nós sofremos. Também foi- nos ensinado que nossos sonhos são uma ilusão; portanto, tendemos a sofrer menos com nossos pesadelos do que com os acontecimentos da vida cotidiana. O mundo do sonho vem e vai, é claramente impermanente e, portanto, pensamos que não é real. Entretanto, o mesmo é verdade em relação à realidade do nosso cotidiano. Ela, igualmente, é impermanente. A única diferença entre eles é o seu tempo de duração.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”.

O Nascimento Humano Precioso

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“Este corpo humano é um veículo raro, e nós precisamos usá-lo bem, sem demora. A finalidade mais elevada de um nascimento humano precioso é o progresso espiritual. Se não formos capazes de cobrir grandes distâncias, pelo menos podemos fazer algum avanço; ou ainda melhor, podemos ajudar os outros a progredir. No mínimo dos mínimos, não devemos fazer os outros sofrer.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 5.