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Os Elementos da Fé

Embora esse primeiro elemento da fé não seja inabalável, ao menos nos inspira a examinar a experiência do sofrimento, suas causas e como podem ser eliminadas; assim como também nos inspira a investigar a experiência da felicidade, suas causas e como podem ser cultivadas, a ansiar pela liberação. Quanto mais ouvimos e aplicamos os ensinamentos, mais eles ecoam nas nossas experiências, mais apreciamos sua verdade e somos inspirados a investigar com maior profundidade, a encontrar um professor e seguir o caminho espiritual. Esse é o segundo elemento da fé, a fé do anseio, do desejo de caminharmos em direção à meta última.

À medida que a mente vai gradativamente se abrindo, os ensinamentos começam a fazer mais sentido, e passamos a sentir uma conexão com a meditação. Temos que ter confiança suficiente para darmos continuidade à nossa prática e, quando ela começa a operar mudanças em nosso interior, essa confiança se aprofunda. A mente começa a relaxar e passamos e sentir fé e compromisso com um fim que está além de uma realidade opressora e em constante mudança. Com essa fé, nosso entusiasmo cresce ainda mais. E com mais prática, descobrimos uma diligência decidida, que não faz concessões. A prática revela a verdade e a verdade libera os venenos da mente, deixando-nos livres para experimentar mais e mais sabedoria. Cada passo liga-se com o próximo. Por fim, adquirimos uma confiança invencível. Não importa o que aconteça conosco, não importa quais sejam as nossas dificuldades, uma fé inabalável sustenta a nossa prática até que encontremos a liberdade plena: a iluminação. Esse é o terceiro aspecto da fé, a convicção de que compreendemos, de forma integral e profunda, uma verdade infalível.

O primeiro elemento da fé, a reverência, é algo mais ou menos inato. Ou você sente ou não sente. Os dois últimos – o anseio e a convicção – brotam da prática e podem ser aumentados conscientemente. Portanto, na tradição Vajraiana, não se espera que tenhamos fé cega, nem isso é incentivado. A verdadeira fé surge quando ouvimos os ensinamentos, aplicamos e assimilamos esses ensinamentos, até experimentarmos uma verdade infalível.

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, Ed. Makara.

Fonte: Blog Tranquilamente.

Uma Consciência Contínua da Impermanência

Precisamos incutir em nós mesmos uma consciência contínua da impermanência, que esteja viva momento a momento. Isso porque a vida é uma corrida contra a morte, e a hora da morte é desconhecida. Contemplar a aproximação da morte muda as nossas prioridades e nos ajuda a abrir mão do envolvimento obsessivo com coisas ordinárias. Se permanecermos sempre conscientes de que cada momento pode ser o nosso último, iremos intensificar a nossa prática para não desperdiçarmos nem fazermos mal uso da nossa preciosa oportunidade humana. À medida que amadurece a contemplação dessa verdade, será fácil aprendermos os mais elevados, os mais profundos ensinamentos budistas. Vamos ter alguma compreensão de como funciona o mundo, como as aparências surgem e se transformam. Vamos passar de um mero entendimento intelectual da impermanência para a compreensão de que todas as coisas sobre as quais baseávamos nossa crença na realidade são apenas um cintilar de mudança. Começaremos a ver que tudo é ilusório, como um sonho ou uma miragem. Embora os fenômenos apareçam, na verdade nada estável está de fato presente.

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, Ed. Makara.

Fonte: Blog Tudo Positivo.

Cine Darma: Lua Brilhante – Visão de Dilgo Khyentse Rinpoche

Direção: Neten Chokling. Narração: Richard Gere e Lou Reed, 58 min, Estados Unidos, 2010.

Lua Brilhante narra a vida do escritor, poeta e mestre de meditação Dilgo Khyentse Rinpoche, um dos mestres budistas mais reverenciados do século XX. Conhecido como instrutor de Sua Santidade o Dalai Lama e da família real do Butão, sua vida e ensinamentos foram de grande inspiração para todos aqueles que o conheceram. Dois de seus admiradores são Richard Gere e Lou Reed, que narram a sua perigosa viagem de fuga e da subsequente propagação de sua influência em todo o mundo. O documentário foi filmado no Tibete, Índia, Butão, Estados Unidos e Nepal, e usa animação, imagens raras de arquivo e entrevistas com alguns dos maiores pensadores do Tibete, para contar a sua história de vida em movimento, desde o nascimento até a morte, e seu renascimento. Escrito e dirigido por Neten Chokling, um dos alunos de Khyentse Rinpoche, o filme é um olhar íntimo, emocionante e revelador sobre um ser espiritual transcendente.

Assista online!

 

Centros de Prática do Chagdud Gonpa Brasil estão no YouTube

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Nestes tempos de desafios, o meio digital está se mostrando como a melhor maneira de continuarmos em contato. Os Centros de Prática do Chagdud Gonpa Brasil prepararam uma programação especial de ensinamentos e práticas abertos a todos os interessados.

Inscreva-se nos canais e participe!

Chagdud Gonpa Khadro Ling: https://www.youtube.com/chagdudgonpa

Chagdud Gonpa Odsal Ling: https://www.youtube.com/odsalling

Chagdud Gonpa Dordje Ling: https://www.youtube.com/channel/dordjeling

*Possam todos os seres se beneficiar.*

Losar – Ano Novo tibetano

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No dia 24 de fevereiro será celebrado o Ano Novo tibetano, o Losar. O ano que se inicia é o de 2.147, ano do Rato de Metal.

De acordo com a tradição budista, os dias que antecedem e os que sucedem o Losar são muito importantes.

Nos quinze dias posteriores ao Losar, deve se dar especial atenção à nossa prática de meditação pessoal, fazendo aspirações de que ela amadureça e traga cada vez mais benefícios a todos.

Fonte: adaptado de Odsal Ling.

O Significado da Palavra “Meditação”

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Mudar de modo positivo requer disciplina, esforço e paciência. A palavra “meditação” em tibetano (gom) vem da mesma raiz que o verbo “familiarizar-se” ou “aclimatar-se”. Utilizando vários métodos, nós nos familiarizamos com outros modos de ser.

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 3, Ed. Makara.

Recebendo as bênçãos do lama…

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“A prática espiritual é um processo de transformação interior. Para nos tornarmos iluminados, precisamos manter um inabalável reconhecimento da natureza da mente. A relação entre o lama e o aluno proporciona os meios mais rápidos para isso. Se apenas a graça fosse suficiente, todos os seres já estariam liberados, porque nenhum ser iluminado iria, por vontade própria, deixar quem quer que seja em um estado de sofrimento. Da mesma maneira que precisamos nos expor ao sol para receber o benefício de seu calor e luz, precisamos nos tornar receptivos às bênçãos do lama pelo nosso próprio esforço. Quando esse esforço e as bênçãos do lama se encontram, surgem benefícios infalíveis.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 21, Ed. Makara.