Arquivo da tag: Budismo Tibetano

Somos sonhadores…

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“Somos sonhadores e vivemos os sonhos curtos da noite dentro deste sonho longo da vida, dentro do sonho ainda mais longo do vir-a-ser do samsara. Foi-nos ensinado que as experiências do nosso cotidiano são reais e verdadeiras, e é isso o que supomos; portanto, quando alguma coisa difícil acontece, nós sofremos. Também foi- nos ensinado que nossos sonhos são uma ilusão; portanto, tendemos a sofrer menos com nossos pesadelos do que com os acontecimentos da vida cotidiana. O mundo do sonho vem e vai, é claramente impermanente e, portanto, pensamos que não é real. Entretanto, o mesmo é verdade em relação à realidade do nosso cotidiano. Ela, igualmente, é impermanente. A única diferença entre eles é o seu tempo de duração.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”.

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O Nascimento Humano Precioso

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“Este corpo humano é um veículo raro, e nós precisamos usá-lo bem, sem demora. A finalidade mais elevada de um nascimento humano precioso é o progresso espiritual. Se não formos capazes de cobrir grandes distâncias, pelo menos podemos fazer algum avanço; ou ainda melhor, podemos ajudar os outros a progredir. No mínimo dos mínimos, não devemos fazer os outros sofrer.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 5.

Iniciação de Tara Vermelha e Ensinamentos com Lama Tsering, dias 23 e 24 de julho

A imagem pode conter: 1 pessoa

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO COM LAMA TSERING:

 

DIA 23 DE JULHO – ÀS 19:00 horas

INICIAÇÃO DE TARA VERMELHA

Tara é o aspecto feminino do Buda, a Mãe dos Vitoriosos. Ela é a corporificação feminina das qualidades do estado búdico, que incluem a clareza, sabedoria e compaixão. Da mesma forma que usamos um espelho para vermos nossa face, a meditação de Tara é um meio para enxergarmos a verdadeiro aspecto de nossa mente. A iniciação é a cerimônia que nos oferece as bênçãos da linhagem e a autorização para que possamos fazer a prática.

DIA 23 DE JULHO – ÀS 17:30 horas

ENSINAMENTO: AS QUATRO QUALIDADES INCOMENSURÁVEIS 

COMO CULTIVAR AMOR, COMPAIXÃO, REGOZIJO E EQUANIMIDADE COMO UM MEIO DE TRANSFORMAÇÃO

As quatro qualidades de amor, compaixão, regozijo e equanimidade têm sido veneradas e exemplificadas por todos os grandes Bodhisattvas ao longo dos tempos. Lama Tsering irá explorar o significado e a interdependência entre estas qualidades sublimes, que são tão cruciais no desenvolvimento da bodhicitta.

CLIQUE AQUI PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO 

A inscrição pode ser feita também no Rigdjed Ling nos dias de prática (terças e quintas – 19h ou domingos – 18h) ou no dia do evento. 

A INSCRIÇÃO FEITA PELO SITE SERÁ CONFIRMADA, POR E-MAIL, MEDIANTE COMPROVAÇÃO DE PAGAMENTO.

CASO PREFIRA FAZER SEU PAGAMENTO NO LOCAL, NO DIA DO EVENTO, SÓ SERÃO ACEITOS PAGAMENTO EM DINHEIRO.

INFORMAÇÕES SOBRE O EVENTO -(48) 98803-2669 com Eloah.

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Contribuição:

R$ 140,00 – Evento completo (R$120,00 para os que fazem contribuição mensal regular)

R$ 80,00 – Só ensinamento ou só iniciação (mesmo valor para todos)

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Toda a programação será no Rigdjed Ling.

O Poder da Paz

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Por Chagdud Tulku Rinpoche

É meu desejo que o poder espiritual da paz toque as mentes de todas as pessoas na terra, irradiando da profunda paz de nossas próprias mentes, vencendo as barreiras políticas e religiosas, vencendo as barreiras do ego e da rigidez conceitual. A nossa primeira tarefa como pacifistas é limpar nossas mentes dos conflitos mentais causados pela ignorância, raiva, apego, inveja e orgulho. Os mestres espirituais podem nos guiar na purificação destes venenos e, através desta purificação, podemos aprender a essência da arte de promover a paz.

A paz interior que procuramos deveria ser tão absolutamente pura, tão estável, de modo que seja impossível de ser transformada em raiva por aqueles que vivem e lucram com a guerra, ou transformada em apego e medo ao se confrontar com o desprezo, o ódio e a morte. É necessária uma paciência infinita para se conquistar qualquer aspecto da paz mundial e a fonte desta paciência é o espaço de paz interior de onde você pode reconhecer, com perfeita clareza, que a guerra e o sofrimento são os reflexos externos dos venenos internos da mente.

Se você realmente entende que a verdadeira diferença entre os que fazem a paz e os que fazem a guerra é que aqueles que buscam a paz têm disciplina e controle sobre a raiva, o apego e a inveja egoístas, enquanto que os que fazem a guerra, em sua ignorância, manifestam os resultados destes venenos no mundo – se você verdadeiramente entende isso, você nunca se permitirá ser vencido por fatores externos ou internos.

Os budistas tibetanos usam o pavão como um símbolo do bodisatva, o Guerreiro Desperto que trabalha pela iluminação de todos os seres sencientes. Diz-se que o pavão se alimenta de plantas venenosas e as transmuta nas cores brilhantes de suas penas. O pavão não se envenena, assim como nós, que desejamos a paz, não nos envenenamos.

Ao encontrar os poderosos do mundo, sentados sobre suas máquinas de guerra, considere-os com estrita equanimidade. Argumente tão bem quanto você for capaz, mas esteja constantemente alerta para o estado de sua mente. Se começar a sentir raiva, recue. Se puder continuar sem raiva, talvez penetre no delírio terrível que causa a guerra e todos os seus sofrimentos infernais. Do claro espaço de sua paz interior, a compaixão deve se expandir para incluir todos os envolvidos na guerra – os soldados, apanhados pelo carma cruel de matar, que sacrificam seu renascimento precioso; os generais e políticos que querem trazer benefícios, mas causam destruição e morte; os civis, que são feridos, mortos e se tornam refugiados. A verdadeira compaixão é absolutamente neutra e abarca todos os tipos de sofrimento, sem se prender a certo ou errado, apego ou aversão.

O trabalho pela paz é, por si só, um caminho espiritual, um meio de desenvolver as qualidades perfeitas da mente e testar essas qualidades nos momentos de urgente necessidade, sofrimento extremo e morte. Não tenha medo de dedicar seu tempo, energia e riqueza.

Chagdud Tulku Rinpoche. The Power of Peace. In: Ordinary Magic: Everyday life as Spiritual Path.
Editado por John Welwood. Shambhala, 1992. Pág. 291-292.

Saga Dawa 2019

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Imagem: Life of Buddha (Master Thangka Painting).

O Saga Dawa tem início na Lua Nova (03/06) e atinge seu auge de multiplicidade na Lua Cheia (17/06).

O Saga Dawa é um dos quatro períodos mais sagrados dentro do calendário budista, e marca o nascimento, a iluminação e o parinirvana de Buda Shakiamuni. É dito que os méritos são acumulados exponencialmente durante esses dias e, por isso, nos dedicamos à acumulação de virtude e à renúncia a atitudes não virtuosas, inspirando-nos na vida de Buda Shakiamuni.

Quer seja fazendo oferendas, empenhando-se em práticas de meditação ou fazendo votos que lembrem seus compromissos, os praticantes fazem um esforço extra para manter a conduta perfeita e treinar a própria mente, para trazer benefício a todos os seres.

Fonte: Odsal Ling. Adaptado por Budismo em Blumenau.

A história de Chagdud Rinpoche no Brasil

Conheça a história de Chagdud Rinpoche rumo ao ocidente, sua jornada no Brasil, a construção de diversos centros na América do Sul e a aspiração de construir um Novo Templo Budista em Curitiba, no Paraná, com a arquitetura tradicional em Curitiba.

SAIBA MAIS SOBRE A CONSTRUÇÃO DO NOVO TEMPLO:

www.dordjeling.org/novo-templo

Novo templo Chagdud Gonpa Dordje Ling do budismo tibetano será construído em Curitiba/PR

Ajude na arrecadação para a construção do Novo Templo Chagdud Gonpa Dordje Ling – sua imensa generosidade irá ajudar a expandir os ensinamentos de Buddha no ocidente – através de uma linhagem autêntica de professores  do budismo tibetano.
O Chagdud Gonpa Dordje Ling precisa da sua generosa contribuição para a construção de um Templo com todos os atributos da arquitetura tradicional tibetana.
O mérito gerado por essa doação é incontável e irá reverberar enquanto o Templo existir – assim, a transmissão ininterrupta dos ensinamentos da escola da tradição antiga será perpetuada.
SAIBA MAIS: www.dordjeling.org/novo-templo

Refúgio

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“Nós tomamos refúgio nas Três Joias – o Buda, o Darma e a Sangha. O Buda é semelhante a alguém que andou por uma certa estrada e, pelo fato de ter alcançado o destino final, conhece o percurso e é capaz de nos mostrar o caminho. A estrada em si é o Darma. E aqueles com quem viajamos, aqueles que nos oferecem apoio e em quem confiamos, formam a Sangha. Ao tomarmos refúgio, seguimos os passos daqueles que nos precederam no caminho da iluminação.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 13.