Arquivo da categoria: Citações

Somos sonhadores…

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“Somos sonhadores e vivemos os sonhos curtos da noite dentro deste sonho longo da vida, dentro do sonho ainda mais longo do vir-a-ser do samsara. Foi-nos ensinado que as experiências do nosso cotidiano são reais e verdadeiras, e é isso o que supomos; portanto, quando alguma coisa difícil acontece, nós sofremos. Também foi- nos ensinado que nossos sonhos são uma ilusão; portanto, tendemos a sofrer menos com nossos pesadelos do que com os acontecimentos da vida cotidiana. O mundo do sonho vem e vai, é claramente impermanente e, portanto, pensamos que não é real. Entretanto, o mesmo é verdade em relação à realidade do nosso cotidiano. Ela, igualmente, é impermanente. A única diferença entre eles é o seu tempo de duração.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”.

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O Nascimento Humano Precioso

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“Este corpo humano é um veículo raro, e nós precisamos usá-lo bem, sem demora. A finalidade mais elevada de um nascimento humano precioso é o progresso espiritual. Se não formos capazes de cobrir grandes distâncias, pelo menos podemos fazer algum avanço; ou ainda melhor, podemos ajudar os outros a progredir. No mínimo dos mínimos, não devemos fazer os outros sofrer.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 5.

Refúgio

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“Nós tomamos refúgio nas Três Joias – o Buda, o Darma e a Sangha. O Buda é semelhante a alguém que andou por uma certa estrada e, pelo fato de ter alcançado o destino final, conhece o percurso e é capaz de nos mostrar o caminho. A estrada em si é o Darma. E aqueles com quem viajamos, aqueles que nos oferecem apoio e em quem confiamos, formam a Sangha. Ao tomarmos refúgio, seguimos os passos daqueles que nos precederam no caminho da iluminação.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 13.

Como podemos purificar o carma negativo?

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Como podemos purificar o carma negativo? Como mudá-lo? Como podemos nos liberar do sofrimento? Será que adianta rezar para Deus ou para Buda?

Sim e não. Repetir o nome do seu médico, da manhã até a noite, milhares de vezes, quando você estiver doente, não o curará… Agora, se você seguir as instruções do médico, haverá mudanças; se não seguir, elas não ocorrerão por si mesmas. Se você não agir de acordo com as orientações do médico e apenas rezar, esperando uma cura, a cura é praticamente impossível. É necessário seguir a prescrição médica. Da mesma maneira, Deus, Buda nos deixaram métodos para mudarmos o fluxo dos pensamentos negativos e criarmos bons pensamentos, pensamentos virtuosos. Com isso, diminuímos as ações negativas e incrementamos as ações positivas, virtuosas.

[…]

Ao rezar, conectamo-nos com as bênçãos dos seres iluminados que sempre estiveram presentes. Não conseguiremos coletar água da chuva se colocarmos no quintal um balde emborcado. Da mesma maneira, se não abrirmos a mente por meio de orações, não receberemos as bênçãos dos seres iluminados.

Para que possamos nos conectar com essas bênçãos, em primeiro lugar, precisamos ter fé. E, ao mesmo tempo em que temos fé, precisamos seguir um método. Mesmo gostando muito de um médico, sem ter fé nele, dificilmente usaremos o medicamento que ele prescreveu; sem usar o medicamento, não há cura. Ter fé no médico, mas não seguir suas orientações, também não conduz à cura.

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “O Caminho Budista”.

Pratique Observar sua Mente

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Para compreender como o sofrimento aparece, pratique observar sua mente. Neste espaço da mente não há problemas, não há sofrimento. Então, alguma coisa prende sua atenção – uma imagem, um som, um cheiro. Sua mente se subdivide em interno e externo, “eu” e “outro”, sujeito e objeto. Com a simples percepção do objeto, não há ainda nenhum problema. Porém, quando você se foca nela, nota que é grande ou pequeno, branco ou preto, quadrado ou redondo. Então você faz um julgamento – por exemplo, se o objeto é bonito ou feio. Tendo feito esse julgamento, você reage a ele: decide que gosta ou não do objeto. É aí que o problema começa, pois “Eu gosto disto” conduz a “Eu quero isto”. Igualmente, “Eu não gosto disto” conduz a “Eu não quero isto”. Se gostamos de alguma coisa, se a queremos e não podemos tê-la, nós sofremos. Se a queremos, a obtemos e depois a perdemos, nós sofremos. Se não a queremos, mas não conseguimos mantê-la afastada, novamente sofremos. Nosso sofrimento parece ocorrer por causa do objeto do nosso desejo ou aversão, mas realmente não é assim – ele ocorre porque a mente se biparte na dualidade sujeito-objeto, e fica envolvida com querer e não querer alguma coisa. O que temos que mudar é a mente e a maneira como ela vivencia a realidade.
Chagdud Tulku Rinpoche, em “Portões de Prática Budista”.

Temos que fazer uso do momento…

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O corpo, a fala e a mente, bem como a oportunidade preciosa que eles oferecem, não são mais duradouros ou reais do que uma bolha; não mais permanentes ou consistentes do que um sonho. Temos que fazer uso do momento, antes que ele se perca, e a impermanência cobre seu preço.

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 12.

Quando tomamos consciência do sofrimento…

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“Quando tomamos consciência do sofrimento e das limitações da existência cíclica, isso nos motiva a encontrar uma saída, da mesma forma que, quando nos damos conta de que estamos doentes, buscamos remédio.

Ao compreender que a virtude e a desvirtude determinam se a nossa experiência será de felicidade ou de tristeza, de prazer ou de dor, cabe-nos uma escolha: podemos mudar as nossas ações e cultivar qualidades virtuosas buscando liberação para nós e para todos os seres, ou podemos continuar a criar desvirtude, perpetuando o sofrimento.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 11.

Sobre nossa natureza intrínseca…

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“Conhecer a verdadeira natureza da nossa experiência e manter esse conhecimento é o meio para alcançarmos a iluminação. A iluminação não é algo que criamos ou fazemos com que passe a existir. Iluminação significa simplesmente descobrir dentro de nós o que já está lá. É a plena realização da nossa própria natureza intrínseca, chamada de buda.”

– Chagdud Tulku Rinpoche