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“Com a mesma certeza que a semente de uma planta venenosa produz frutos venenosos, ou uma planta medicinal cura, as ações maléficas produzem sofrimento, e as ações benéficas, felicidade.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, Ed. Makara.

Oferenda de lamparinas para o parinirvana de Chagdud Tulku Rinpoche

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A última exalação de Chagdud Tulku Rinpoche dissolveu-se no espaço no início da manhã do dia 17 de novembro de 2002.

Mais uma vez, honramos sua compaixão, sabedoria e o poder da sua orientação à sangha, oferecendo mais de 2000 lamparinas na noite de 16 de novembro de 2019.

A radiância ardente das lamparinas derrete nosso pesar e a sensação de separação e, momentaneamente, nos unimos a todos aqueles que perdemos no jogo ilusório da morte.

A oferenda de lamparinas ocorrerá durante o retiro de Powa, conduzido por Chagdud Khadro, no Khadro Ling.

Mais informações, clique aqui.

A natureza búdica de todos os seres…

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“A base do ser é a essência da mente, a natureza búdica. Todos os seres, quer grandes ou pequenos, têm essa natureza fundamental, essa pureza essencial. Como o ouro incrustado no minério, a verdade da nossa natureza, embora seja uma pureza sem princípio ou fim, não é óbvia para nós, mas pode ser revelada por meio da prática, da mesma forma que o refinamento revela o ouro que existe de forma inerente no minério.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 16.

Prece de Aspiração para Todos os Seres Vivos

 

Por Lama Norbu
A interdependência entre todos os seres vivos requer que tenhamos um senso compartilhado de responsabilidade pela sobrevivência e pelo bem estar dos membros desse planeta. Para conseguirmos isso, é necessária uma aspiração compassiva, que pode ser compartilhada entre todos os que valorizam a alegria e a diversidade da vida:

 

“Que possamos reconhecer o valor de todas as formas de vida, afirmando a dignidade e a interdependência inerente a todos os seres vivos, assim como o potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.

Que possamos cuidar dessa comunidade de vidas com amor e compaixão, compreendendo a responsabilidade universal de prevenir danos ao meio ambiente, proteger os direitos de todos os seres, e promover o bem comum.

Que possamos assegurar que os direitos humanos, a liberdade fundamental e a justiça social e econômica sejam supridas a toda a comunidade da humanidade.

Que possamos considerar cuidadosamente as consequências de nossas ações, compreendendo o profundo efeito que terão em gerações futuras, e nos esforçar para deixar um legado de generosidade e abundância, para apoiar o florescimento a longo prazo dos recursos naturais da Terra e das comunidades humanas e ecológicas.

Que possamos manifestar nossa crença no valor de todas as vidas ao assumir nossa responsabilidade como cidadãos do mundo.

Que possamos proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra.

Que possamos evitar danos ao meio ambiente dando apoio a ecossistemas sustentáveis e à diversidade biológica, adotando métodos de produção e consumo que minimizem a degradação ambiental.

Que possamos encorajar a aplicação tanto do conhecimento científico atual como da sabedoria antiga em favor da sustentabilidade ecológica.

Que possamos capacitar e apoiar os menos privilegiados, assegurando-lhes equanimidade econômica e social, eliminando qualquer forma de discriminação.

Que possamos eliminar a corrupção e encorajar as instituições a serem ambientalmente responsáveis.

Que possamos tratar todos os seres vivos com respeito e consideração, promovendo a cultura de tolerância, não-violência, paz e compreensão.”

*Adaptado dos “Princípios da Carta da Terra”.

 

Fonte: Odsal Ling.

Pergunta e Resposta

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PERGUNTA: O que torna possível a transformação da mente é a bênção da deidade ou a nossa devoção sincera?

RESPOSTA: Ambas são necessárias; não se pode ter uma sem a outra. Do nosso próprio ponto de vista, a fé e a devoção são o mais importante, porque nos inspiram a rezar e a invocar as bênçãos da deidade, que é a fonte e o objeto da nossa fé. Isso nos possibilita receber as bênçãos que transformam a nossa mente. Dessa maneira, podemos atingir o objeto último da nossa prática espiritual: a completa realização da nossa verdadeira natureza para que possamos beneficiar incessantemente todos os seres.

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 18.

Somos sonhadores…

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“Somos sonhadores e vivemos os sonhos curtos da noite dentro deste sonho longo da vida, dentro do sonho ainda mais longo do vir-a-ser do samsara. Foi-nos ensinado que as experiências do nosso cotidiano são reais e verdadeiras, e é isso o que supomos; portanto, quando alguma coisa difícil acontece, nós sofremos. Também foi- nos ensinado que nossos sonhos são uma ilusão; portanto, tendemos a sofrer menos com nossos pesadelos do que com os acontecimentos da vida cotidiana. O mundo do sonho vem e vai, é claramente impermanente e, portanto, pensamos que não é real. Entretanto, o mesmo é verdade em relação à realidade do nosso cotidiano. Ela, igualmente, é impermanente. A única diferença entre eles é o seu tempo de duração.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”.

O Nascimento Humano Precioso

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“Este corpo humano é um veículo raro, e nós precisamos usá-lo bem, sem demora. A finalidade mais elevada de um nascimento humano precioso é o progresso espiritual. Se não formos capazes de cobrir grandes distâncias, pelo menos podemos fazer algum avanço; ou ainda melhor, podemos ajudar os outros a progredir. No mínimo dos mínimos, não devemos fazer os outros sofrer.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 5.