A preparação para a morte

“A morte nos espera, quer estejamos preparados ou não, quer pensemos nela ou não. Para muitos de nós a ideia de morrer traz tamanho mal-estar que preferimos evitá-la por completo. Podemos até nos enganar, tentando nos convencer de que não temos medo da morte, de que ela não é nada demais. Entretanto, aqueles que morrem sem preparados são assaltados por um medo tremendo, um medo que não se compara a nada que já tenhamos vivenciado. A falta de controle sobre o corpo e a perda de tudo que nos é familiar provocam não só pavor, mas também desorientação e confusão. Algumas pessoas sentem um grande arrependimento, uma sensação de que suas vidas, todos os seus esforços, foram sem propósito. Elas sentem uma tristeza enorme ao olhar para trás e descobrir que deixaram de perceber o sentido principal de toda essa experiência.

Precisamos nos preparar para o momento em que a mente e o corpo irão se separar, desenvolvendo hábitos fortes de prática espiritual que não se evaporem diante da morte. Há um ditado tibetano que diz: “Quando você já está apertado, é tarde demais para construir um banheiro”. Se nos familiarizarmos com o processo do morrer, não seremos pegos de surpresa; não seremos paralisados pelo medo nem distraídos pela confusão. Se desenvolvermos as habilidades meditativas necessárias, a morte poderá ser uma porta para o estado imortal da iluminação, a partir do qual poderemos trazer, sem cessar, benefícios para todos os seres.”

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 20.

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