Canção do Despertar


Chagdud Tulku Rinpoche, mestre do budismo tibetano, que morou no Brasil e construiu diversos templos, entoava essa canção ao amanhecer chamando as pessoas para a prática. 

“Uh oh! Não durmas agora, ser afortunado.

Desperta com diligência.

De tempos sem princípio até agora tens dormido em ignorância.

Agora é o momento de deixar o sono para trás e alcançar a virtude,

com corpo, fala e mente.

Não te lembras da doença, velhice e morte?

Todo sofrimento além da conta e além da medida?

Esqueceste?

Quem sabe se terás o dia inteiro?

Agora é o momento de praticar com diligência.

Ainda tens esta oportunidade de gerar benefício duradouro,

então, por que desperdiçá-la por preguiça?

Se realmente contemplares a impermanência,

consumarás a tua prática rapidamente.

Quando a hora da tua morte chegar, estarás confiante.

Com a tua prática consumada,

não terás nenhum arrependimento.

Sem esta confiança,

qual terá sido o propósito da tua vida?

A natureza de todos os fenômenos é vazia e sem identidade,

como a lua refletida na água, uma bolha,

uma alucinação, uma emanação, uma ilusão,

uma miragem, um sonho, uma imagem no espelho, um eco.

Todo o samsara,

todo o nirvana

é assim.

Reconhece todas as coisas desta maneira.

Nada vem, nada fica, nada vai,

além de qualquer descrição por palavras,

além de qualquer concepção da mente.

Agora é o momento de alcançares a realização que é sem sinais.”

Fonte: Budismo Petrópolis.

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