Pergunta e Resposta

PERGUNTA: Podemos aceitar superficialmente que a motivação para a prática seja o benefício dos outros, mas, na verdade, queremos manter parte do benefício para nós mesmos e resolver nossos problemas. Qual é seu conselho?

RESPOSTA: Precisamos entender as limitações de uma abordagem egocentrada para perceber que o foco em nós mesmos, profundamente arraigados, irá, no final das contas, impedir que alcancemos a liberação e a onisciência, que são necessárias para beneficiar os outros. Com essa compreensão, é possível começar a desenvolver uma motivação altruísta. É necessário tempo, paciência e diligência, mas, se meditarmos sobre a boditchita, muitas e muitas vezes, nossa motivação se modificará gradativamente. A maioria de nós começa com muito pouco altruísmo. Quanto mais praticamos e contemplamos os defeitos da motivação egoísta e os benefícios da motivação altruísta, mais a balança vai se inclinando, até que a preocupação em relação a nós mesmos passa a ser igual à preocupação com os outros. Quando nosso altruísmo se tornar predominante, chegaremos ao ponto em que não mais haverá preocupação em relação a nós mesmos, em que estaremos voltados somente para o bem-estar dos outros.

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 14.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s