Arquivo mensal: junho 2016

Programação da vinda dos Lamas a Florianópolis dias 25 e 26 junho

A programação com os Lamas Yeshe e Rigdzin será a seguinte:

lamas

Sábado

9 – 12h Prática de chuva de bênçãos – prática aberta
14 – 16:30h  Ngondro – só para quem já está fazendo esta prática ou tem interesse em iniciar

Domingo

 
14 – 15:30h Sur (versão de Jigme Lingpa – o texto estará disponível a todos) – prática aberta
 
18h – Ensinamentos introdutórios
Além destas práticas especiais com a presença dos Lamas, estaremos mantendo as seguintes práticas regulares:
Sábado
18h – Prática semanal do sábado – Tara longa, Amitaba e Sur
Domingo
16h – Prática mensal de dakini gancho de lótus (exige iniciação)
17h – Prática mensal de Buda da Medicina (prática aberta)
 19h – Prática semanal de Tara
 
Faremos o sorteio da rifa da tanka na prática das 19 horas.
Contribuição sugerida para participação: 
Sábado (manhã e ngondro): 40 reais;
Domingo de tarde (sur e ensinamentos) 14h: 40 reais;
Domingo (apenas ensinamentos) 18h:  30 reais;
Evento completo: 70 reais (60 para quem faz contribuição mensal regular).
* as práticas regulares, semanais e mensais, abertas são sempre gratuitas*
Informações:
Chagdud Gonpa Rigdjed Ling – Centro de Prática do Budismo Tibetano Vajraiana
Rua Laurindo Januário da Silveira, 5110 – Canto da Lagoa, Florianópolis – SC, 88062-201
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O Poder da Paz

Por S. Ema. Chagdud Tulku Rinpoche

chagdud tulku

É meu desejo que o poder espiritual da paz toque cada pessoa na Terra, irradiando de uma paz profunda em nossa mente, atravessando as fronteiras políticas e religiosas, e indo além das fronteiras do ego e da convicção de sermos os donos da verdade. Nossa primeira tarefa como pacifistas é remover os conflitos internos causados pela ignorância, raiva, apego, inveja e orgulho. Com a orientação de um professor espiritual, esta purificação de nossas mentes pode nos ensinar a própria essência de promover a paz. Nós deveríamos buscar uma paz interior tão pura e estável, que seria impossível sermos levados pela raiva diante daqueles que lucram e vivem com a guerra, ou pelo autocentrismo e medo daqueles que nos confrontam com desprezo e ódio.

Uma paciência extraordinária é necessária para que trabalhemos pela paz mundial, e a fonte dessa paciência é a paz interior. Esta paz nos permite ver claramente que a guerra e o sofrimento são os reflexos externos dos venenos da mente. A diferença essencial entre os pacifistas e aqueles que promovem a guerra é que os primeiros têm disciplina e controle sobre a raiva egoísta, o apego, a inveja e o orgulho, ao passo que os outros, devido à ignorância, fazem com que esses venenos se manifestem no mundo. Se você realmente entender isto, nunca se permitirá ser derrotado interna ou externamente.

No Budismo Tibetano, o pavão é o símbolo do bodisatva, o guerreiro desperto que trabalha pela iluminação de todos os seres. É dito que o pavão se alimenta de plantas venenosas, mas transforma o veneno nas cores magníficas de suas penas, sem se intoxicar. Da mesma forma, nós, que defendemos a paz mundial, não podemos nos envenenar com a raiva. Considere com equanimidade os homens poderosos que controlam as máquinas de guerra. Faça o que puder para convencê-los da necessidade da paz, mas esteja constantemente atento ao seu estado mental. Se você ficar com raiva, recue. Se você for capaz de agir sem raiva, talvez seja capaz de transpassar a delusão terrível que perpetua a guerra e seu sofrimento infernal.

Do espaço claro da paz interior, sua compaixão deve se expandir para incluir todos os que estejam envolvidos na guerra; tanto os soldados, cuja intenção é beneficiar, mas que, ao invés disso, causam sofrimento e morte – sendo assim pegos pelo terrível carma de matar – quanto os civis que são feridos, mortos ou forçados a se exilar como refugiados. A verdadeira compaixão brota diante de qualquer tipo de sofrimento, vivido por cada ser, e não é ligada ao certo ou errado, ao apego ou à aversão.

O trabalho pela paz é um caminho espiritual em si mesmo, um meio de desenvolver as qualidades perfeitas da mente e testá-las em situações de necessidade urgente, sofrimento extremo e morte. Não tenha receio de dar-lhe seu tempo, energia e apoio.

Lua Brilhante: a vida de Dilgo Khyentse Rinpoche

Direção: Neten Chokling. Narração: Richard Gere e Lou Reed. 58 min, Estados Unidos, 2010.

Lua Brilhante narra a vida do escritor, poeta e mestre de meditação Dilgo Khyentse Rinpoche, um dos mestres budistas mais reverenciados do século 20. Conhecido como instrutor de Sua Santidade o Dalai Lama e da família real do Butão, sua vida e ensinamentos foram de grande inspiração para todos aqueles que o conheceram. Dois de seus admiradores são Richard Gere e Lou Reed, que narram a sua perigosa viagem de fuga e da subsequente propagação de sua influência em todo o mundo. O documentário foi filmado no Tibete, Índia, Butão, Estados Unidos e Nepal, e usa animação, imagens raras de arquivo e entrevistas com alguns dos maiores pensadores do Tibete, para contar a sua história de vida em movimento, desde o nascimento até a morte, e seu renascimento. Escrito e dirigido por Neten Chokling, um dos alunos de Khyentse Rinpoche, o filme é um olhar íntimo, emocionante e revelador sobre um ser espiritual transcendente.

Pergunta e Resposta

PERGUNTA: Podemos aceitar superficialmente que a motivação para a prática seja o benefício dos outros, mas, na verdade, queremos manter parte do benefício para nós mesmos e resolver nossos problemas. Qual é seu conselho?

RESPOSTA: Precisamos entender as limitações de uma abordagem egocentrada para perceber que o foco em nós mesmos, profundamente arraigados, irá, no final das contas, impedir que alcancemos a liberação e a onisciência, que são necessárias para beneficiar os outros. Com essa compreensão, é possível começar a desenvolver uma motivação altruísta. É necessário tempo, paciência e diligência, mas, se meditarmos sobre a boditchita, muitas e muitas vezes, nossa motivação se modificará gradativamente. A maioria de nós começa com muito pouco altruísmo. Quanto mais praticamos e contemplamos os defeitos da motivação egoísta e os benefícios da motivação altruísta, mais a balança vai se inclinando, até que a preocupação em relação a nós mesmos passa a ser igual à preocupação com os outros. Quando nosso altruísmo se tornar predominante, chegaremos ao ponto em que não mais haverá preocupação em relação a nós mesmos, em que estaremos voltados somente para o bem-estar dos outros.

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 14.