Arquivo mensal: novembro 2015

Pergunta e Resposta

PERGUNTA: O Senhor poderia falar mais sobre a experiência de nos conectarmos com nossa verdadeira natureza?

RESPOSTA: Não adianta muito falar sobre isso. É melhor simplesmente pôr de lado nossa esperança e medo, repousar a mente e deixar que a experiência daquilo que está além dos conceitos venha à tona. Não é um estado de amortecimento ou sonolência, nem um estado de coma.

Buda disse que a nossa verdadeira natureza simplesmente é; não há palavras para descrevê-la. Se você tiver palavras para explicá-la, você estará recorrendo a conceitos e a terá perdido. A verdade é tão próxima e, no entanto, não a reconhecemos.

Como o cavalo que nunca saíra da cocheira, nossa verdadeira natureza não está em outro lugar; acontece apenas que nossos conceitos e os venenos da mente nos impedem de reconhecê-la. À medida em que eles são purificados, podemos, simples e diretamente, ter consciência de nossa natureza tal como ela é.

Uma pessoa que nunca tivesse experimentado açúcar poderia perguntar a uma outra como ele é. A resposta provavelmente seria: “É muito doce”. Mas o que é “doce”? Não há, na realidade, como explicar – você mesmo tem que provar. Da mesma forma, a experiência direta da nossa verdadeira natureza não pode ser explicada com palavras.

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Portões da Prática Budista”, cap. 15.