Glossário de Termos do Budismo Tibetano

Resultado de imagem para tibetan buddhism text book

Com o objetivo de facilitar o entendimento conceitual de termos do budismo tibetano por praticantes e todos os interessados, decidimos criar um glossário com alguns dos vocábulos mais recorrentes.

Ele não tem a intenção de ser um dicionário completo ou fechado e novas palavras serão constantemente adicionadas a ele.

Caso você queira sugerir um termo, escreva-o nos comentários e iremos o incluir a este glossário.

> Clique no link para acessar o glossário:

https://budismoemblumenau.wordpress.com/glossario-de-termos-do-budismo-tibetano/

***Possam todos os seres se beneficiar***

Mantra de Vajrasatva recitado por Chagdud Tulku Rinpoche

Conhecida como uma poderosa prática de purificação de carma e obscurecimentos, Vajrasattva “serve como um espelho brilhante para a mente, inspira-nos a reconhecer nossas falhas e faltas e serve como a testemunha iluminada para o compromisso de evitá-las no futuro”, segundo Chagdud Khadro.

Saga Dawa 2017 – nascimento, iluminação e parinirvana de Buda Shakiamuni

Shakyamuni_Buddha

Buda Shakiamuni

O Saga Dawa é um dos quatro períodos mais sagrados dentro do calendário budista, e marca o nascimento, a iluminação e o parinirvana de Buda Shakiamuni.

É dito que os méritos são acumulados exponencialmente durante esses dias e, por isso, nos dedicamos à acumulação de virtude e à renúncia a atitudes não-virtuosas, inspirando-nos na vida de Buda Shakiamuni.

Quer seja fazendo oferendas, empenhando-se em práticas de meditação ou fazendo votos que lembrem de  seus compromissos, os praticantes fazem um esforço extra para manter a conduta perfeita e treinar a própria mente, para trazer benefício a todos os seres.

O Saga Dawa terá início na quinta-feira, 25 de maio 2017, e termina na Lua Cheia do dia 9 de junho.

Fonte: Chagdud Gonpa Odsal Ling.

Fonte da imagem: https://mahakalafinearts.com/products/shakyamuni-buddha-by-mukti-singh-thapa

Programação com Chagdud Khadro no Rigdjed Ling em Florianópolis. Participe! [Atualizado]

https://blogsattva.files.wordpress.com/2011/02/chagdud-khadro1.jpg?w=604

CHAGDUD KHADRO EM FLORIANÓPOLIS

DIAS 9, 10 E 11 DE JUNHO

 

Sexta-feira –  09/06 – Lua Cheia do Sagasawa

19:30h – Iniciação de Tara Vermelha e Ensinamentos sobre o significado da Lua Cheia do Sagadawa

Tara é o aspecto feminino do Buda, a Mãe dos Vitoriosos. Ela é a corporificação feminina das qualidades do estado búdico, que incluem a clareza, sabedoria e compaixão. Da mesma forma que usamos um espelho para vermos nossa face, a meditação de Tara é um meio para enxergarmos a verdadeiro aspecto de nossa mente.

A iniciação é a cerimônia que nos oferece as bênçãos da linhagem e a autorização para que possamos fazer a prática e será concedida na data auspiciosa da lua cheia do Sagadawa, uma das mais sagradas datas do calendário budista.

Sábado – 10/06

9:30h às 12h – Iniciação de Amitabha e de Akshobya

Ensinamento: Chenrezig como uma emanação de Amitabha

 

14:30h – 17:30h – Prática de Chenrezig e Sur

Com base na prática diária de Chenrezig de Chagdud Rinpoche e a prática de Sur branco de Jigme Lingpa

Domingo – 11/06

9:30 às 12h e das 14:30h – 17:30h – Prática de Chenrezig e Sur

Prática de Chenrezig no contexto dos votos de Sojong

Chenrezig é a deidade da Compaixão. Nesta oportunidade, Chagdud Khadro irá conduzir um retiro baseado na prática diária de Chenrezig escrita por Sua Ema Chagdud Tulku Rinpoche, incluindo também a prática de Sur branco de Jigme Lingpa.

Estaremos realizando a prática no contexto dos votos de Sojong, uma prática profunda de purificação com algumas restrições alimentares. Tomarmos os votos antes do nascer do sol pela manhã, almoçamos e podemos beber água e suco diluído até retornarmos os votos, quer ao por do mesmo dia ou no dia seguinte. No evento, os votos serão tomados no sábado antes do nascer do sol e poderão ser devolvidos no final da tarde de sábado ou mantidos até domingo. No nascer do sol de domingo, os votos poderão ser devolvidos ou tomados novamente até o cair do sol do mesmo dia.

A purificação de quebras e danificações de nossos compromissos espirituais é profunda e, com isso, continuamos renovados​ em nosso caminho espiritual.

Os oito votos são: abster-se de matar (não comer carne ou ovos), de roubar, de má conduta sexual (manter celibato), de mentir, de sentar em assentos altos (que exaltam nossa importância), de comer durante o período de jejum, de usar ornamentos  e perfumes, e de buscar entretenimentos.

OBSERVAÇÕES: As pessoas poderão participar do evento SEM tomar votos de sodjong. Os votos podem ser tomados antes do nascer do sol em grupo ou os votos podem ser tomados em casa, individualmente, prostrando-se frente a uma foto de Buda antes do nascer do sol.

Horários do nascer do sol no dia 10/06: 7h / Por do sol: 17:30h

 

 

Prática de Oferenda de Sur

O ritual de oferenda de Sur é uma prática poderosa usada para remover obstáculos e obscurecimentos. Nos autovisualizamos como Chenrezig, o Senhor da Compaixão, e oferecemos as substâncias conhecidas como as “três substâncias brancas” e as “três substâncias doces”,  substâncias comestíveis que são misturadas com farinha tostada e incrementadas com dutsi, uma substância consagrada para liberar os efeitos maléficos das emoções negativas. Essa mistura é queimada para liberar seu aroma como uma oferenda. Os seres de sabedoria se satisfazem com as aspirações do praticante; os seres comuns se satisfazem com próprio aroma, que atende suas necessidades. Os praticantes se satisfazem com o aumento de bem-estar e sabedoria, para si próprios e para os demais.

* Todos os textos que serão utilizados nas práticas estarão disponíveis no evento.

.

CONTRIBUIÇÃO:

Evento completo: R$  200,00 (180,00 para quem faz contribuição mensal regular)

Palestra e iniciação (sexta-feira): R$ 30,00

Sábado e Domingo: R$ 180,00

Só Sábado (ou só domingo): R$ 100,00

INSCRIÇÕES: http://budismofloripa.com.br/

.

INSTRUÇÕES DETALHADAS SOBRE OS VOTOS SODJONG

Os votos são:

1-Não matar (inclui não comer carne)

2-Não roubar (inclui não pegar algo que não foi oferecido)

3-Não ter interações sexuais.

4-Não mentir (inclui não contar piadas ou exagerar ao contar algo)

5-Não usar adornos e perfumes. (Inclui não usar joias ou maquiagem. Podemos usar desodorante e shampoo)

6-Não sentar em assentos luxuosos (inclui dormir com o colchão no chão)

7-Não cantar, dançar e não ter entretenimento  (inclui não assistir TV ou usar internet)

8-Comer e beber somente nos horários apropriados e não usar substâncias intoxicantes.

Em todas as refeições (café da manhã e almoço) não é permitido carne, ovos, alho, cebola, cebolinha.

 Café da manhã: é possível fazer uma refeição leve com sólidos e líquidos (cuidado ao comer pães e bolos pois podem ter ovos).

 No almoço: Após sentar para o almoço, é permitido levantar e servir outro prato, mas até às 12h30min. Após as 12h30 não comemos mais, mas é permitido tomar líquidos não nutritivos, como água, chá e café.

Na manhã do dia seguinte, após o nascer do sol,você então retoma sua alimentação normal, caso não vá tomar os votos novamente.

Você também poderá fazer os votos para entregar no mesmo dia, quando o sol se por. Tem uma linha no texto de sodjon que descreve isso. Na hora que você faz os votos precisa definir se fará até a manhã do dia seguinte ou até o anoitecer do mesmo dia, daí você recita no texto somente o que você escolheu.

*Possam todos os seres se beneficiar.*

“Isto que a vida é – só um momento, um encontro, uma passagem, e então se vai. Se você entende isso, não há tempo para luta. Não há tempo para discussão. Não há tempo para ferirem uns aos outros. Quer você pense em termos de humanidade, nações, comunidades ou indivíduos, não há tempo para nada menos do que verdadeiramente apreciar a breve interação que temos uns com os outros.”

– Chagdud Tulku Rinpoche

Programação com os Lamas de 21 a 23/04 em Florianópolis/SC

https://static.wixstatic.com/media/18dcbc_a58885e9c0bf403995bc53b05a8ed4d4.jpg/v1/fill/w_246,h_231,al_c,lg_1,q_80/18dcbc_a58885e9c0bf403995bc53b05a8ed4d4.jpg

Lama Yeshe e Lama Rigdzin estarão no templo Chagdud Gonpa Rigdjed Ling, em Florianópolis/SC nos dias 21, 22 e 23 de abril com a seguinte programação:

Sexta-feira, dia 21

14:30h – Prática de Manjushri – somente para quem tem iniciação

Sábado dia, 22 

17h – Prática de Vajrakilaya – somente para quem tem iniciação ou recebeu autorização dos Lamas

Domingo, dia 23

14:30 – Ensinamentos sobre as 37 práticas de um Bodisatva (continuação) – aberto a todos.

Contribuição sugerida: 

Sexta-feira : 30 reais (20 para quem faz contribuição mensal regular)

Sábado – 50 reais (40 para quem faz contribuição mensal regular)

Domingo – 50 reais (40 para quem faz contribuição mensal regular)

Sábado e domingo: 90 reais (80 para quem faz contribuição mensal regular)

Todo o fim de semana: 120 reais (110 para quem faz contribuição mensal regular).

Fonte: http://budismofloripa.com.br/

Como Estabelecer a Motivação Pura

No início de cada dia, de cada sessão de meditação e, idealmente, antes de tudo o que fizer, estabeleça a motivação pura. Comece pensando em uma ou em várias pessoas que você gostaria de ajudar e pense na vida delas, nas dificuldades e no sofrimento que enfrentam. Depois, imagine todos aqueles que se encontram em circunstâncias semelhantes. Continue a expandir esse sentimento de compaixão até incluir todos os seres. Cada um deles, em diferentes momentos, sofre em maior ou menor grau, embora busque apenas encontrar felicidade e satisfação estáveis. Estabeleça a aspiração de levar todos a um estado de felicidade incessante, e faça disso o propósito de tudo o que fizer. Reze ao seu objeto de devoção, seja Deus, Buda, Jesus, Tara, ou quem quer que corporifique seu mais alto ideal de sabedoria, compaixão e poder de benefício, para que, pelas bênçãos daquele ser sublime e pelo seu empenho, todos os seres possam alcançar benefícios temporários e definitivos.

– Chagdud Tulku Rinpoche, trecho extraído do livro “Para Abrir o Coração”, Ed. Makara.

 

Os Oito Símbolos Auspiciosos do Budismo Tibetano

Por Tiffani Gyatso

Adaptado por Budismo em Blumenau

No budismo, os Oito Símbolos Auspiciosos representam as oferendas que os deuses fizeram à Buda Sakyamuni assim que ele atingiu a iluminação. Brahma, o deus de toda criação, com quatro cabeças e amarelo em cor, foi o primeiro à vir e oferecer uma roda dourada com mil hastes, pedindo à Buda que ele fizesse a roda do dharma girar, passando seus ensinamentos. Depois apareceu Indra, o deus branco do céu, apresentando uma concha branca, representando a proclamação do dharma. A deusa da Terra Sthavara (Tib. Sayi Lhamo), que nasceu ao testemunhar a iluminação do Buda, lhe presenteou com um vaso com o néctar da imortalidade. Iconograficamente, em algumas representações, Brahma e Indra estão ao lado do trono, oferecendo ao Buda a Roda e a Concha.

Antigamente a imagem do Buda não era representado por uma figura humana, mas apenas por símbolos, o mais comum era pela figura de seus pés, onde na sola havia muitos outros símbolos representando suas qualidades de iluminação. Outra representação de Buda, era um trono vazio, a árvore Bodhi, ou a própria roda do dharma. Alterações dos mesmos símbolos também existem no Hinduísmo e no Janaísmo.

Os Oito Símbolos Auspiciosos são os símbolos mais populares no budismo tibetano. Eles são usados durante eventos grandes como ensinamentos, exibidos na entrada de templo em tecidos esticados ou em tecidos nas portas, desenhados com giz no chão para receber os mestres e em toda a decoração de objetos, templos e altares. Eles tem a função de estarem presentes em todo espaço sagrado, para nos lembrarmos das qualidades do Buda e do dharma.

Os Oito Simbolos Auspiciosos podem ser representados separadamente, em um conjunto de pares, de quatro ou oito. Os Oitos símbolos são os seguintes:

Eight auspicious symbols.jpg

Concha

A concha branca, com sua espiral sentido horário simboliza o som melodioso do dharma que alcança distâncias longínquas, que os praticantes com seu coração aberto, dispostos a receber o chamado, o escutam de longe e são guiados para a fonte, motivando-os também a trazer beneficio a todos os seres.

A Flor de Lótus

A flor de lótus tem um significado muito importante e profundo no budismo e em outras crenças. É uma flor linda e que surge dos pântanos. Ou seja, mesmo se um buda surge no meio das turbulências mundanas, ele mantêm intacto e puro a sua essência iluminada. A ideia é que todos nós possamos atingir o nascimento em um lótus. Significando, o germinar de uma mente pura, mesmo se ligada ao samsara. O lótus também significa renúncia, pois renuncia o solo, o mundo e prevalece suspensa sobre a superfície do pântano.

A Roda do Dharma

A roda, também remete aos ensinamentos de Buda, que giram e dão inicio à uma engrenagem que carrega um veículo que leva à iluminação. A roda é o que faz andar, se movimentar, se inovar e por isso é o símbolo principal do dharma – os ensinamentos do Buda, ou a Verdade, de um ponto de vista de análise e experiência direta das realidades. Normalmente ela é representada com oito hastes, indicando o Caminho dos Oito Passos.

Na maioria das vezes, quando a roda é representada sozinha, vemos um casal de veados, um em cada lado. Isso se refere ao local onde Buda deu seu primeiro sermão, ou como dizem “girou a roda do dharma” em Sarnath, no Parque dos Veados. Se diz, que quando ele ensinou, até os animais vinham o ouvir e receber suas bênçãos, tão doce e profundo eram suas palavras e sua aura. Hoje nos mosteiros que têm a obra completa do Kangyur (ensinamentos de Buda) e Tengyur (comentários) em sua biblioteca, terão a roda com o casal de veados no telhado do templo.

Casal de Peixes

No budismo, o oceano é um termo usado para indicar o ‘oceano de samsara’ onde nós flutuamos e nadamos de um lado para o outro, e os peixes nesse contexto, são seres que se movem livres e ágeis na água sem se afogarem, destemidos e alegres representam felicidade plena e espontaneidade, abundância e fertilidade por também se reproduzirem com facilidade. Na China, um casal de peixes é dado de presente ao casal, também como símbolo de fidelidade e união. Como na China, o peixe também foi muito abundante e principal alimento, representa a prosperidade material. O casal de peixes tem semelhança em seu significado no hinduísmo, jainismo e outras tradições do budismo, assim também como no antigo Egito e no cristianismo era o símbolo do próprio filho de Deus, “o pescador”.

Nó Sem Fim

O nó sem fim é uma forma geométrica que se curva em um ou vários nós sem começo e sem fim, em uma eterna continuidade. Assim como samsara, quando algo é resolvido, algo novo surge, sempre há algo que se antecede, ninguém sabe o começo e ninguém sabe como será o fim, sendo que no budismo, há renascimento depois da morte. Mas ele também simboliza a sabedoria infinita de Buda, também sem começo e sem fim, apenas existente e presente. É um lembrete do tempo não linear e sim curvo e cíclico.

Vaso de Tesouros

O vaso nos remete ao formato do ventre, de onde toda criação brota. Esse é um vaso de tesouros dos deuses e do néctar infindável da imortalidade. Representando que o próprio corpo espiritual do Buda, vai além de vida e morte. Quando se transcende samsara, não há morte e nem renascimento, quando você sai do ciclo, você atinge a real imortalidade, que não quer dizer vida eterna, mas muito mais que isso – é o próprio nirvana, quando o iluminado dissolve conscientemente o corpo, mente e emoções na consciência universal, atemporal e vasta. Em termos mais populares, simboliza longa vida e saúde.

O vaso também vem como símbolo da generosidade que os ensinamentos do Buda se apresentam, o qual nos abre acesso a esse néctar, a esse grande tesouro além da vida e da morte. O vaso também é usado nos templos para purificação, quando em cerimônias, é borrifado água do vaso sobre os objetos do altar e em vezes no público.

Guarda-sol

Assim como o usamos para nos proteger do sol, do calor, da desidratação do corpo, ele simboliza a proteção dos sofrimentos que nos enfraquecem. Antigamente, a quantidade de guarda-sóis usados nas passeatas dos reis na Índia e no Tibete, simbolizava seu “ranque”, ou seja, a importância de sua existência e dos princípios do monarca. O guarda-sol foi oferecido para Buda pelo rei dos Nagas – seres míticos, humanos metade serpentes e guardiões de tesouros. É um reconhecimento de nobreza e respeito. O eixo do guarda-sol, visualmente nos dá uma direção de centralidade, representando quem estiver debaixo dele, é o centro simbólico do universo – uma representação da essência iluminada, intocada pelos devaneios e obscuridades de samsara. Isso também remete à proteção que o próprio Buda nos dá, como se ele mesmo fosse nosso guarda-sol quando tomamos refugio nele.

O Banner da Vitória

O Banner simboliza a vitória de Buda sobre Mara, o senhor das Ilusões. No budismo, se explica que toda experiência no mundo, vem de um entendimento pessoal da realidade, ou seja, cada pessoa irá experienciar o mesmo objeto, de forma diferente, pessoal. Esse significado que damos às experiências e objetos, são ilusões, pois não são a realidade absoluta do objeto. Quando entendemos que todo objeto é vazio de significado até o momento em que criamos um, nos libertamos da crença de uma ilusão que criamos e que seguimos como verdades. Essa é a vitória libertadora dessa compreensão, uma vitória sobre todas as características que vivemos em base de ilusões: os desejos, a ignorância e a aversão.

Fonte: https://www.tiffanigyatso.com/single-post/2016/10/03/Os-Oito-S%C3%ADmbolos-Auspiciosos-do-Budismo-Tibetano